Sou como uma abelha!

Quando criança, fui interrogado por um parente próximo:

– O que você vai ser quando crescer?

Eu tinha de 10 á 11 anos, mas, já tinha idéia do que queria fazer.

– Quero trabalhar com clientes, atendente ou vendedor. Quero uma sala com ar condicionado e um computador só pra mim. Respondi empolgado.

Meu parente falou:

– Rapaz você já é servente de pedreiro é uma profissão honesta, e quando crescer será pedreiro…

Entendo o que ocorreu naquela época. Meu parente via nossa realidade e não quis, apesar de meu sonho ser pequeno, me iludir com uma súbita melhoria de vida.

Hoje, enquanto consigo superar minhas expectativas de criança, pensei:

– Pareço uma abelha…

De acordo com as leis da aviação as abelhas não poderiam voar de maneira nem uma. Suas asas são pequenas demais para levantar seu corpo pesado do chão. Mas elas não tão nem ai para o que nós humanos achamos e voam assim mesmo.

Por meu sonho estar muito distante da minha realidade, quando jovem ouvi muito a seguinte pergunta:

– Como você vai fazer?

Não tinha uma resposta lógica, racional, para aquelas pessoas. Mas de uma coisa tinha certeza, EU PODIA VOAR!

Quando estava na faculdade, que já era uma utopia pra mim, fui interrogado por um professor que eu tinha como exemplo de profissional que queria ser:

– Qual o tamanho do seu sonho? Ele perguntou.

Respondi sem esitar:

– Tão grande que não cabe em mim.

Eu não sabia, mas, o que queria dizer era que “não sabia explicar, mas, sonhava além do que se podia compreender”.

É assim que vivi e vivo até hoje, como uma abelha. Enquanto as pessoas perdem tempo se perguntando, “Como que ele voa?” Eu estou voando…


Por Julio Pascoal

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Todos querem Voar

Todos nós queremos estar por cima, voando…

O status de estar por cima, tendo uma visão privilegiada, é cobiçado por muitos. Quem não quer tocar as nuvens, voando junto com as aves…

Mas, será que ao voar só veremos flores? E estaremos isentos de problemas?

Já foi provado por médicos e pesquisadores que a altura pode nos trazer alguns efeitos colaterais, por exemplo: a temperatura extremamente baixa leva o corpo humano à hipotermia que compromete o metabolismo do corpo.   A cada grau centígrado de calor perdido pelo corpo, o fluxo cerebral diminui em 6%, de modo que, aos 32º C, já começam a aparecer sinais de confusão mental e dificuldade de raciocínio.

Além disso, o frio extremo costuma causar a necrose de partes do corpo expostas a baixas temperaturas por longo período. Neste caso, o mal é irreversível.

O quanto mais alto, a captação de oxigênio para os tecidos torna-se mais difícil, e ocorrem sintomas como dores de cabeça, náuseas, lentidão de raciocínio, dores musculares, fadiga e taquicardia.

Por esses motivos antes citados, que os jogadores de futebol quando vão jogar em lugares altos passam, pelo menos, 24 horas no local realizando a “aclimatação”, que significa dar um tempo para o corpo se adaptar a altitude.

Citei esses exemplos para trazer uma reflexão sobre nossa ambição. Queremos estar bem altos profissionalmente e sempre ascender, mas, não queremos sofrer os efeitos da altitude. Efeitos esses, que igualmente aos exemplos citados, vão nos incomodar, mexer conosco, causar confusão de raciocínio, dificuldade de respirar pela pressão das atividades e da alta gestão, fadiga, dores de cabeça, náuseas, entre outros.

Não estou dizendo que não temos que sonhar, planejar e buscar o crescimento profissional, pois, sem sonhos não teremos motivos pra viver. Estou falando aqui que teremos que estar preparados para os efeitos da altitude, buscar ferramentas que nos auxilie na subida e subir devagar, lembrando que precisamos de um tempo para nos adaptar a temperatura daquela altura, que neste caso pode ser mais quentes do que nós pensamos.

Busquemos a auto-realização, porém, conscientes que se chegarmos lá com calma não sofreremos o impacto da mudança brusca de clima.

Por Julio Pascoal

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Fonte de pesquisa: http://migre.me/37VKM

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